Mulheres partem para o próprio negócio
Há bons motivos para comemorar e boas razões para refletir diante de números divulgados. Cerca de 6,5 milhões de mulheres estão à frente de seus próprios negócios no Brasil, de acordo com pesquisa divulgada pelo Global Entrepreneurship Monitor (GEM), em parceria com o Sebrae. A presença da mulher no mundo dos negócios aumenta nas pequenas e grandes empresas e nos mais diversos ramos de atividades e do cooperativismo. Dado curioso da pesquisa: enquanto os homens abrem seu próprio negócio pensando na rentabilidade, as mulheres buscam unir lucro com o prazer de fazer o que gostam. O resultado traduz, além do espírito empreendedor, o espírito de independência da mulher. A maioria quer ter sua renda e estar à frente das decisões, mesmo que, às vezes, tenha de cumprir dupla jornada, no comando de seu negócio e na administração da casa.A sensibilidade feminina, aliada à intuição, ao potencial de liderança e à versatilidade são características essenciais para manter um negócio no mercado. E as mulheres estão cada vez mais em busca da independência no mundo dos negócios graças a tais qualidades.
A comerciante Jandira Guimarães Murça, 52 anos é um grande exemplo disso,de serviços gerais para dona de uma floricultura em Ribeirão das Neves, região metropolitana de Belo Horizonte.Jandira iniciou a atividade em 1998, com uma pequena agência de telemensagens fonada e ao vivo, logo aumentou a clientela e surgiu a idéia de abrir uma loja de tele entrega de flores, cestas, arranjos, mensagens e outros. Antes de abrir seu próprio negócio, trabalhou quase 10 anos no Pré-vestibular Palomar Aprova como serviços gerais. Com o acerto trabalhista investiu no seu próprio negócio com o apoio da família.
Mesmo sendo dona de casa, esposa, mãe e avó a comerciante passa em média de 10 a 12 horas por dia na sua loja. Cuida da limpeza da loja, das compras das flores, da produção das cestas e arranjos.Conta com a ajuda administrativa do seu esposo Gerson Batista Murça e apoio do filhos. Nas datas especiais Jandira atende pessoas de várias cidades e países, chega a trabalhar 48 horas seguidas. “Meu trabalho, é cansativo, de segunda a segunda, sem férias e folgas, tenho que dedicar bastante para um bom resultado, apesar disso, me sinto realizada com o meu trabalho”. Sua renda mensal é aproximadamente R$ 4 mil (Quatro mil reais), o que ajuda nas despesas de toda a família. Ainda de acordo com ela, atuar no ramo de flores exige criatividade, disposição, tempo e muito carinho naquilo que faz. A busca constante de conhecimentos, adquiridos principalmente por cursos de especialização para florista é sempre muito importante.
A vendedora Maria de Fátima Martins, 45 anos é também um exemplo de determinação. Separada, mora há 14 anos com os seus dois filhos.Cuida de toda a despesa da casa que chega a R$ 1.500,00 (Um mil e quinhentos reais) por mês. Sempre trabalhou por conta própria em uma loja de artesanatos. Optou em fechar a loja para fazer o que realmente gosta: cozinhar. "Arrisquei por um négocio que poderia não dar certo, mas hoje não me arrependo e sou feliz com o que faço ". 

